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ONU: Guterres diz que só poder militar não garantirá a paz e pede multipolaridade

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 O secretário-geral da ONU, António Guterres, abriu a 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas nesta terça-feira (22) pedindo um mundo focado na multipolaridade e representatividade em meio aos desafios de IA (inteligência artificial) e o alastramento de guerras.

Foto: Reprodução

Sem mencionar nenhum país em específico, ele enfatizou ser necessário “um reconhecimento, especialmente por parte das superpotências, de que seu poder não é tão ‘super’. Seu poder tem limites”. 

De acordo com o secretário-geral, o poder militar sozinho não pode garantir a paz, o poder econômico sozinho não pode comandar a estabilidade, e o poder tecnológico sozinho não pode garantir a segurança. Para Guterres, é crucial evitar tendências hegemônicas e a divisão do mundo em dois blocos rivais com sistemas econômicos, tecnológicos e de segurança separados.

Em um sistema multilateral, Guterres também afirmou que é preciso dar um fim às guerras que afligem o mundo e solicitou diálogo para as guerras no Irã, Gaza, Ucrânia e Sudão. 

“Não podemos permitir que a solução de dois Estados desapareça diante dos nossos olhos,”, enfatizou sobre a Palestina e Israel. Esse foi o último discurso de Guterres à frente da organização. Além dos conflitos sem solução, ele comentou que seu mandato foi marcado pelo avanço dos modelos de IA como um tema da agenda internacional. O secretário-geral defendeu que as nações coordenem esforços globais para regular a tecnologia e garantir sua segurança através de órgão independentes.

“Os seres humanos estão cada vez mais delegando poder às máquinas. A IA está em expansão, e armas autônomas estão deixando a ficção científica para se tornarem realidade militar. No entanto, nossas instituições e sistemas de governança continuam a refletir as dinâmicas de poder e os interesses de uma era em grande parte superada. Esse é o desafio decisivo que temos pela frente”, disse.

Segundo ele, é necessário com urgência uma reforma do Conselho de Segurança para enfrentar os “problemas de hoje”, pois o mundo mudou desde a criação do Conselho após a Segunda Guerra Mundial.

Agência Estado

UE e Filipinas avançam em acordo de livre comércio em meio a choques geopolíticos

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 A UE (União Europeia) e as Filipinas chegaram a um entendimento “substancial” nas negociações de um acordo de livre comércio, em um momento em que choques geopolíticos e disputas tarifárias reforçam a busca por diversificação de parceiros.

Foto: Reprodução


A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que alcançou o avanço em conversa com o presidente filipino Ferdinand R. Marcos Jr. na terça-feira (22). O marco ocorre três anos após uma visita de von der Leyen ao país do Sudeste Asiático para relançar as tratativas.

Segundo as partes, o objetivo é aprofundar comércio e investimentos bilaterais, em um “sinal claro de engajamento reforçado” baseado no interesse comum em uma ordem internacional ancorada em regras. O acordo agora entra em fase de conclusão formal nos próximos meses.

Bruxelas e Manila afirmam que o tratado deve abrir novas oportunidades para empresas, gerar empregos e fortalecer cadeias de suprimento, numa conjuntura em que resiliência virou prioridade estratégica.

Em 2025, a UE foi o quarto maior parceiro comercial das Filipinas, respondendo por 8,3% do comércio total de bens do país. Entre as principais exportações filipinas para o bloco estão produtos eletrônicos e itens agrícolas.

Economias globais têm intensificado esforços para fortalecer laços com a região Ásia-Pacífico, em parte por mudanças na política comercial dos EUA em torno de tarifas e pela necessidade de garantir recursos naturais e reforçar alianças. A UE, por exemplo, assinou neste ano um acordo relevante com a Índia e mantém negociações em diferentes estágios com Malásia e Tailândia. Fonte: Dow Jones Newswires.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

Agência Estado


Foguete da SpaceX bate na Lua e abre cratera de cerca de 18 metros

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05/08/26

 Na madrugada desta quarta-feira (5 de agosto de 2026), o segundo estágio de um foguete Falcon 9 da SpaceX colidiu com a superfície da Lua, próximo às crateras Einstein e Bell, no limbo ocidental do satélite (lado visível a partir da Terra). O impacto, previsto há meses por astrônomos, ocorreu por volta das 3h35 (horário de Brasília) a uma velocidade estimada de cerca de 8.700 km/h e formou uma nova cratera de aproximadamente 18 metros de diâmetro e 3,5 metros de profundidade, segundo estimativas da Nasa. 

Foto: Ilustrativa

O estágio superior, com cerca de 14 metros de comprimento, 4 metros de diâmetro e aproximadamente 4 toneladas, estava à deriva no espaço desde 15 de janeiro de 2025. Naquela data, o Falcon 9 lançou dois módulos de pouso lunar no âmbito do programa Commercial Lunar Payload Services (CLPS) da Nasa: o Blue Ghost-1, da Firefly Aerospace (que pousou com sucesso), e o Hakuto-R (ou Resilience), da japonesa ispace (que falhou na tentativa de pouso). Após liberar a carga útil, o segundo estágio ficou sem combustível suficiente para uma reentrada controlada na atmosfera terrestre e permaneceu em uma órbita altamente elíptica. 

A trajetória de colisão resultou da combinação de atividade solar e forças gravitacionais, que gradualmente desviaram o objeto em direção à Lua. A SpaceX afirmou ter seguido os procedimentos de descarte previstos, mas o estágio acabou em rota de impacto. Astrônomos independentes (como Bill Gray, do Project Pluto) identificaram a trajetória a partir de dados públicos, e o Centro de Estudos de Objetos Próximos à Terra (CNEOS) da Nasa confirmou a probabilidade de 100% de colisão. 

A energia liberada foi equivalente à explosão de cerca de 2,8 toneladas de TNT. Como a Lua não tem atmosfera, o estágio atingiu a superfície intacto, ejetando poeira e fragmentos de rocha. A pluma de detritos pode ter alcançado dezenas de quilômetros de altura, mas o brilho do impacto foi breve e difícil de observar da Terra devido às condições de iluminação e à posição próxima ao limbo lunar. Telescópios e sondas em órbita (como o Lunar Reconnaissance Orbiter da Nasa e o Danuri da Coreia do Sul) devem fotografar o local antes e depois para confirmar e estudar a cratera nas próximas semanas. 

Oportunidade científica rara

Embora impactos de meteoroides com energia similar ocorram na Lua em média a cada seis dias, este evento é especial: a massa, velocidade, composição e trajetória do objeto são conhecidas com precisão. Isso permite calibrar modelos de formação de crateras, dispersão de regolito (a poeira lunar) e possíveis indícios de gelo de água sob a superfície — informações úteis para futuras bases lunares e missões tripuladas. 

Não é a primeira vez que um foguete humano atinge a Lua. Em março de 2022, um estágio de um foguete chinês Long March 3C (da missão Chang’e 5-T1, de 2014) criou uma cratera dupla incomum de cerca de 28 metros no lado oculto. Impactos deliberados, como os dos estágios S-IVB das missões Apollo ou o da missão LCROSS da Nasa, também já ocorreram. Com o aumento de lançamentos comerciais e de exploração lunar, eventos como este tendem a se tornar mais frequentes, reforçando debates sobre o gerenciamento de lixo espacial e a necessidade de práticas de descarte mais rigorosas. 

A colisão não representou nenhum risco para a Terra. Cientistas agora aguardam as primeiras imagens de alta resolução para analisar em detalhe a nova cicatriz na superfície lunar e extrair o máximo de dados científicos deste “experimento” não planejado.

MS Na Tela | Notícias do Mundo

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