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Vozinha, o Goleiro de Cabo Verde que Explodiu para Mais de 2 Milhões de Seguidores Graças à Cazé TV na Copa do Mundo 2026

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15/06/26

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Josimar José Évora Dias, mais conhecido como Vozinha, goleiro de 40 anos da seleção de Cabo Verde, viveu um dos momentos mais incríveis da sua carreira durante a estreia da sua seleção na Copa do Mundo de 2026, contra a Espanha. A atuação heroica do arqueiro, combinada com a transmissão irreverente e o engajamento da Cazé TV (de Casimiro Miguel), transformou o jogador em um fenômeno nas redes sociais, fazendo seu perfil no Instagram (@vozinha1) saltar de cerca de 40-50 mil seguidores para mais de 2 milhões em poucas horas/dias. 


Foto: Getty


O Contexto da Atuação Histórica

Cabo Verde, estreante na Copa do Mundo, enfrentou a forte seleção espanhola e conseguiu um empate heroico por 0 a 0. Vozinha foi o grande destaque da partida, realizando defesas impressionantes (relatos mencionam até 7 defesas decisivas) e sendo eleito o melhor em campo (MVP). Aos 40 anos, o goleiro, que já atuou em ligas como a de Angola, Chipre e a segunda divisão portuguesa (atualmente no GD Chaves), viveu o ápice da carreira em um palco global. 

O apelido “Vozinha” vem de sua infância e personalidade. Ele sempre foi uma figura de garra e liderança na seleção dos “Tubarões Azuis”. Antes da Copa, era pouco conhecido fora do contexto africano e lusófono. 

O Papel da Cazé TV na Explosão de Seguidores


Foto: Getty


A Cazé TV, conhecida por suas transmissões animadas e engajadas de futebol, amplificou o momento de Vozinha. Durante a live, apresentadores e o próprio Casimiro destacaram a história do goleiro, incentivando o público brasileiro a seguir o perfil dele no Instagram.

•  Antes do jogo: ~40-50 mil seguidores. 

•  Durante/após a partida: O número disparou. Em minutos, passou de 1 milhão; relatos recentes indicam que superou 2 a 2,5 milhões rapidamente, graças ao “mutirão” dos brasileiros. 

Comentários em posts e transmissões destacam: “Graças à campanha da Cazé TV”, “A @cazetv está de parabéns” e menções ao poder de alcance da plataforma. O fenômeno foi comparado a outros casos virais impulsionados por transmissões online. Vozinha ficou emocionado ao vivo ao receber a notícia de que havia atingido 1 milhão de seguidores durante uma entrevista para o canal brasileiro. 


Foto: Reuters


Repercussão e Impacto

•  Redes Sociais: O perfil @vozinha1 virou tendência. Brasileiros “invadiram” o Instagram do goleiro, transformando-o em ídolo instantâneo. Muitos posts celebram não só o desempenho, mas a humildade e a trajetória do jogador. 

•  Mídia Internacional: Veículos como The Sun noticiaram o caso, chamando-o de “mágico” e destacando o ganho de mais de 1 milhão de seguidores em um único jogo. 

•  Significado Cultural: Para Cabo Verde, com população de cerca de 600 mil habitantes, ter um atleta com milhões de seguidores representa visibilidade inédita. Vozinha se tornou herói nacional e símbolo de superação para o futebol africano. 

O caso reforça o poder das transmissões alternativas como a Cazé TV, que misturam esporte, entretenimento e engajamento comunitário, criando conexões globais instantâneas. Casimiro e sua equipe transformaram um jogo de futebol em um evento viral que beneficiou diretamente o protagonista.

Vozinha, que já agradeceu o carinho, agora carrega o peso (e a alegria) de ser um dos rostos mais queridos da Copa. O futebol, mais uma vez, prova que pode mudar vidas em 90 minutos — ou menos.

Éderson leva Mato Grosso do Sul e a força do povo Terena para a Seleção Brasileira

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08/06/26

 A convocação de Éderson para a Seleção Brasileira vai muito além do futebol. Para Mato Grosso do Sul, ela representa um momento histórico: depois de 32 anos, um atleta nascido no Estado volta a integrar o elenco brasileiro em uma Copa do Mundo. Mas a história do volante da Atalanta, da Itália, carrega um significado ainda maior — suas raízes indígenas do povo Terena.  

Foto: A Princesinha News


Natural de Campo Grande, Éderson dos Santos nasceu longe dos grandes centros do futebol brasileiro. Antes de conquistar a Europa e vestir a camisa amarela, ele deu os primeiros passos em escolinhas da capital sul-mato-grossense, especialmente no Instituto Bola de Ouro, onde treinou durante a infância.  


Sangue Terena nas veias


O que muitos brasileiros ainda estão descobrindo é que Éderson possui origem indígena Terena, um dos povos mais importantes de Mato Grosso do Sul.

Foto: Arquivo Pessoal



Sua família tem ligação direta com a Aldeia Bananal, localizada na região de Taunay, em Aquidauana. A avó do jogador pertence à comunidade indígena e, mesmo após alcançar fama internacional, o volante nunca rompeu os laços com suas origens.  


Em visitas recentes às aldeias da região, Éderson reencontrou familiares, participou de momentos tradicionais e recebeu homenagens da comunidade. Um dos episódios mais marcantes ocorreu quando sua avó, conhecida entre os Terena como Árunoe, realizou uma bênção tradicional indígena durante sua visita à Terra Indígena Taunay-Ipegue.  


Da periferia de Campo Grande para a elite da Europa


A trajetória do sul-mato-grossense foi construída passo a passo.


Foto: REUTERS/Manon Cruz



Após passar pelo Desportivo Brasil, ganhou destaque nacional no Cruzeiro. Posteriormente atuou por Corinthians e Fortaleza, até chamar atenção do futebol europeu. Em 2022 foi contratado pela Atalanta, onde se consolidou como um dos melhores meio-campistas do Campeonato Italiano e conquistou a Europa League.  


Suas atuações consistentes fizeram com que o técnico Carlo Ancelotti o mantivesse no radar da Seleção Brasileira. A oportunidade definitiva veio após uma alteração no grupo convocado para a Copa do Mundo de 2026.  


Orgulho para Mato Grosso do Sul


A convocação possui um peso simbólico enorme para o Estado.


Foto: Reprodução/ Redes Sociais



Durante décadas, Mato Grosso do Sul produziu atletas talentosos, mas poucos chegaram ao principal palco do futebol mundial. Antes de Éderson, o nome mais lembrado era o de Müller, também nascido em Campo Grande, mas ainda antes da divisão do antigo Mato Grosso.  


Agora, pela primeira vez, um jogador nascido no Mato Grosso do Sul moderno chega ao Mundial carregando não apenas a bandeira do Estado, mas também a representatividade dos povos indígenas sul-mato-grossenses.  


Muito além da convocação


Num país onde os povos indígenas frequentemente aparecem nas manchetes apenas em meio a conflitos e disputas territoriais, a presença de Éderson na Seleção Brasileira oferece outra narrativa: a de um jovem indígena que saiu do interior do Centro-Oeste, alcançou o futebol europeu e chegou à principal vitrine esportiva do planeta.


Quando entrar em campo vestindo a camisa da Seleção, Éderson não representará apenas o Brasil. Representará também Campo Grande, Aquidauana, as aldeias Terena e milhares de jovens sul-mato-grossenses que sonham em vencer sem esquecer de onde vieram.  

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