A sensação de que o salário dura cada vez menos tem se tornado comum entre moradores de Campo Grande. Em meio à alta no custo de vida, famílias relatam dificuldades para equilibrar as despesas mensais e manter algum valor reservado no orçamento.
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| Foto: Eliel Dias, Jornal Midiamax |
Com preços elevados em setores essenciais, como alimentação, combustível, aluguel e contas domésticas, muitos consumidores afirmam que o dinheiro “some” logo após o pagamento cair na conta.
A realidade foi relatada por diversos campo-grandenses ouvidos em reportagem, que apontam a dificuldade de economizar mesmo mantendo controle financeiro e reduzindo gastos considerados supérfluos.
Entre as principais reclamações estão o aumento constante no preço dos alimentos e o impacto das despesas fixas dentro de casa. Para parte da população, o orçamento tem ficado cada vez mais apertado, obrigando famílias a rever hábitos de consumo e cortar despesas.
Além das contas básicas, despesas com transporte, medicamentos e serviços também passaram a pesar mais no planejamento financeiro mensal.
A percepção dos consumidores acompanha um cenário econômico marcado pela pressão inflacionária sobre itens essenciais do dia a dia. Mesmo com renda fixa, muitos afirmam que não conseguem chegar ao fim do mês com tranquilidade financeira.
Especialistas ouvidos pela reportagem destacam que a dificuldade para economizar está diretamente ligada ao aumento do custo de vida e à concentração dos gastos em necessidades básicas, o que reduz a capacidade de reserva financeira das famílias.
Em Campo Grande, a situação tem levado moradores a buscar alternativas para complementar renda, renegociar contas e reorganizar o orçamento doméstico na tentativa de evitar endividamento.
A dificuldade financeira também impacta o consumo, já que muitas famílias passaram a priorizar apenas despesas consideradas indispensáveis.
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