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Dupla encapuzada mata duas jovens a facadas e põe fogo em casa em Rochedo

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 Ellen Vitória Moreira da Cruz, de 20 anos, e Vitória Gabriely Souza Cordeiro, de 19, foram achadas mortas nesta quarta (23) dentro de uma casa incendiada em Rochedo, a cerca de 80 quilômetros de Campo Grande. 

Foto: Juliano almeida



O delegado Valmir Moura, que conduz o caso, disse que as duas foram mortas a facadas antes de o imóvel ser queimado. Vitória Gabriely morava na casa, alugada havia cerca de um ou dois meses. Ellen, amiga dela, tinha chegado na noite anterior pra dormir lá. Um homem que também morava no imóvel, irmão de criação de Vitória Gabriely, estava em casa quando os criminosos chegaram. Por volta das 3h, dois homens encapuzados entraram e mataram as duas. Ele viu o crime e conseguiu fugir. Abalado, saiu de madrugada e procurou a polícia. Ainda está sendo ouvido pra detalhar o que aconteceu. Chegou a correr a informação de que o sobrevivente teria sido amarrado e amordaçado. O delegado negou. Disse que nem ele nem as vítimas foram amarrados. A polícia achou porções de cocaína na casa. Entre a meia-noite e as 2h, um grupo de três ou quatro pessoas esteve no imóvel usando droga. Essas pessoas já foram identificadas e foram embora antes da chegada dos autores. A investigação ainda tenta saber se o uso de droga tem ligação com o duplo homicídio. Neste momento, segundo o delegado, não dá pra confirmar se o crime se relaciona a tráfico, briga de facção ou alguma ameaça anterior contra uma das vítimas. Há imagens de câmera que podem ajudar a identificar os suspeitos. Uma mostra um homem na frente da casa por volta das 4h. A polícia acredita, porém, que os autores tenham entrado pelo fundo, onde acharam pegadas. Os corpos tinham sinais de ferimento de faca. A perícia ainda deve apontar com precisão quais foram as lesões. O caso é tratado, por enquanto, como duplo homicídio qualificado, e não como feminicídio. As qualificadoras citadas pelo delegado são motivo fútil e recurso que dificultou a defesa das vítimas. Também se investiga se os dois homens agiram como executores e se há mandantes. “Todas as vertentes serão investigadas”, disse Valmir Moura. Redação/MS Na Tela

Campo Grande libera táxi black, caminhonete e circulação nos corredores de ônibus

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Foto: Reprodução 

 A Capital passou a permitir o chamado táxi black, o uso de caminhonete pra levar passageiro e a circulação de táxi nos corredores exclusivos de ônibus.


 As mudanças foram anunciadas nesta segunda (21) pela Prefeitura e mudam regras do serviço. Também flexibilizam a troca de veículos e prorrogam o prazo pros táxis que atingiriam a idade máxima permitida em 2026. A prefeita Adriane Lopes (PP) disse que as alterações foram estudadas pela administração faz tempo e acompanham mudanças na legislação nacional. “Hoje é um dia muito importante para a categoria dos taxistas em Campo Grande. Nós estamos atualizando as legislações e modernizando o serviço de táxi da nossa Capital.” Segundo ela, as novas regras valem assim que os decretos saírem no Diário Oficial. Uma das novidades é o táxi executivo, chamado de táxi black. A categoria pedia isso à Prefeitura desde outubro do ano passado. Flávio Panissa, diretor-presidente do Sindicato dos Taxistas, disse que a ideia é oferecer um serviço com padrão diferente. “Nós pedimos à Prefeitura a criação da modalidade de táxi executivo e também do táxi caminhonete, que várias capitais já têm. Nós pretendemos vender um serviço diferenciado.” No começo, segundo Panissa, a tarifa será a mesma dos outros táxis. A expectativa é que o executivo possa ter preço diferente mais pra frente. Outra mudança libera caminhonete no serviço de táxi. Dá pra levar compras e bagagem, desde que o passageiro esteja no veículo. Não vira transporte de carga: a mercadoria tem de ir junto com a viagem do passageiro. “Imagina que tem um ponto de táxi na frente de um hipermercado. Será um diferencial, porque ele vai poder colocar as compras e o passageiro junto. Não poderá fazer o carregamento isoladamente, como se fosse um frete.” Os táxis também poderão andar pelos corredores exclusivos de ônibus. Pro sindicato, isso pode encurtar o trajeto em alguns dos principais corredores da Capital. “Imagina ali, se você descer na Mato Grosso e pensar: vou pegar um táxi porque preciso chegar rápido à Rui Barbosa, à Brilhante, à Bandeirantes. Isso será um diferencial para o táxi.” Segundo Panissa, a medida atende a um pedido antigo da categoria. “O táxi pediu socorro para a Prefeitura, e a Prefeitura nos atendeu.” As novas regras também mexem na frota. A Prefeitura prorrogou o prazo pra substituir os veículos que atingiriam a idade máxima permitida pra rodar como táxi em 2026. Redação/MS Na Tela

Defurv prende três e desmonta desmanche de moto em Campo Grande

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 A Defurv, Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos, desarticulou nesta terça (22) um esquema de receptação, desmanche e venda de peças de moto roubada e furtada em Campo Grande. 

Foto: Chris Velasco


Três pessoas foram presas no cumprimento de três mandados de busca e apreensão. O delegado titular, Francis Flávio Tadano Araújo Freire, disse que a investigação começou no início do ano, quando a polícia apontou um possível destino pras motos levadas na Capital. As diligências chegaram a um empresário que, segundo a apuração, comprava os veículos de origem ilícita, desmontava e revendia as peças. Num imóvel ligado a ele, na região da Avenida Calógeras, a polícia achou um desmanche clandestino. Uma passagem secreta ligava a casa do investigado a um imóvel vizinho, onde as motos eram desmontadas. No local e no comércio foram encontradas cerca de cem peças, além de motores e outros componentes. Parte desse material já foi ligada a motos com registro de furto e roubo na Capital. Também apareceram peças com sinal de adulteração, componentes recortados e motores com numeração alterada. A conta ainda não fechou. O delegado afirmou que motores e peças apreendidos podem chegar a centenas. O empresário e um funcionário já tinham sido presos antes pela mesma especializada, por receptação e adulteração de sinal identificador de veículo. Estavam soltos e, conforme a nova apuração, teriam voltado ao esquema. Os dois entravam em etapas diferentes, da recepção das motos ao desmanche e à venda das peças. A esposa do empresário também foi presa. Os três foram autuados em flagrante por receptação qualificada e adulteração de sinal identificador de veículo. Com o empresário, a polícia ainda achou uma pistola que, segundo o delegado, estava em situação ilegal. Entre o que foi apreendido há peças ligadas a roubos e furtos registrados há anos. Agora a polícia identifica os componentes e cruza os dados pra achar a origem de tudo. A investigação indica que o esquema funcionava havia pelo menos dois anos. A expectativa é que os vestígios ajudem a apontar outras motos e possíveis crimes do grupo. A Defurv também apura pra onde vão os veículos roubados e furtados na Capital. Segundo o delegado, parte das motos e das peças fica no mercado interno e outra seguiria pra região de fronteira. O comércio investigado é apontado pela polícia como um dos principais pontos de venda de peças de motos furtadas e roubadas. Os três presos foram levados à delegacia e seguem à disposição da Justiça. Redação/MS Na Tela

TJ libera gerente da clínica interditada em Glória de Dourados

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 Marcos Pereira de Matos, de 48 anos, gerente da Clínica Vila Bethânia Centro Terapêutico, conseguiu habeas corpus na 2ª Câmara Criminal do TJMS. Ele estava preso havia 35 dias, desde a Operação Cura Terapêutica, em Glória de Dourados, a 282 quilômetros de Campo Grande. 

Foto: Reprodução processual 


A decisão saiu no fim da tarde desta terça (22). Ele pode deixar a prisão, mas fica com quatro obrigações enquanto o processo segue. Marcos precisa comparecer de tempos em tempos à Justiça e informar o que está fazendo.

 Não pode ir a lugares definidos pelo juízo nem falar com pessoa indicada no processo. Também não pode sair da comarca sem autorização.

 O documento avisa que, se ele descumprir essas condições, a liberdade pode ser revista. A assinatura é do desembargador José Ale Ahmad Netto. A mudança vale pro gerente.

 Não muda a situação de Fábio Garcia do Amaral, dono da clínica, que continua preso. Em 27 de agosto, o mesmo magistrado já tinha negado um pedido pra soltá-lo antes do julgamento do habeas corpus e preferiu esperar novas informações da investigação. 

A defesa agora quer pedir que o TJMS estenda a mesma decisão ao empresário. Fontes ouvidas na apuração disseram que o benefício da 2ª Câmara Criminal pode ser analisado depois pra ele também. O caso começou em 18 de agosto. Marcos e Fábio foram presos numa operação que apurava o funcionamento da Vila Bethânia, na zona rural de Glória de Dourados. Um paciente de 22 anos contou que estava no local contra a própria vontade e que não podia sair. 

As equipes também acharam medicamentos de controle especial. Foi nesse contexto que os dois responsáveis pela unidade foram presos. Dois dias depois, a Justiça manteve os dois presos durante a investigação. A Vila Bethânia foi interditada. 

A apuração passou a juntar papéis sobre internações, o funcionamento da unidade e a administração de outras clínicas do mesmo grupo. Nas semanas seguintes, a investigação apontou que estabelecimentos apresentados como empresas diferentes dividiam funcionários, administração e estrutura. 

Esses locais apareciam separados em processos de internação pagos pelo poder público, mesmo com ligação entre os responsáveis. O levantamento achou ao menos R$ 1 milhão em recursos destinados a internações entre 2023 e 2025. Redação/MS Na Tela

Polícia confirma: fisioterapeuta foi assassinada pelo marido em Campo Grande

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17/08/26

A Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) concluiu que a morte da fisioterapeuta Fabíola Marcotti, de 51 anos, foi feminicídio. Ela foi assassinada pelo então marido, o médico cardiologista João Jazbik Neto, de 78 anos, no dia 18 de maio, em uma propriedade na Chácara dos Poderes, em Campo Grande.

Foto: Arquivo Pessoal

Quase três meses depois do crime, a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul confirmou, nesta segunda-feira (17), que não se tratou de suicídio. As perícias do Instituto de Criminalística e do Instituto Médico Legal reuniram provas suficientes para comprovar o feminicídio e descartar a versão inicial.

O médico foi preso na sexta-feira (14) após a Justiça decretar a prisão preventiva. A ordem foi expedida pelo juiz Aluízio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande. Na audiência de custódia, no sábado (15), a prisão foi mantida.

Como o caso começou

No dia 18 de maio, Fabíola foi encontrada morta com tiro na cabeça dentro de casa. O marido acionou a polícia e disse que ela teria se suicidado. Segundo o relato dele, a esposa fez a rotina matinal, subiu para o quarto e, depois de um tempo, ele ouviu um disparo. Quando chegou, a porta estava aberta e ela caída no chão.

Ele também chegou a ser preso naquele dia por posse irregular de arma de fogo, depois que a polícia encontrou armamento sem documentação na residência.

A defesa do médico, representada pelo advogado José Belga Assis Trad, afirma que João Jazbik mantém a versão de que a morte foi suicídio e critica a cobertura do caso.

O que diz a polícia

Segundo a Deam, a prisão só foi possível depois da conclusão das perícias técnicas, que afastaram de forma categórica a hipótese de suicídio. O caso segue em andamento.

A Justiça recomendou que o médico seja encaminhado ao Centro de Triagem por causa da idade e do estado de saúde. Na audiência, ele passou por exame de corpo de delito e não apresentou lesões recentes.

Ajuda para mulheres em situação de violência em MS

Em Campo Grande, a Casa da Mulher Brasileira funciona 24 horas na Rua Brasília, s/n, Jardim Imá. Lá funcionam a Deam, Defensoria Pública, Ministério Público, Vara de Medidas Protetivas, atendimento social e psicológico, e a Patrulha Maria da Penha. Telefone: 153.

Outros números importantes:

•  180 (Central de Atendimento à Mulher – anonimato)

•  190 (emergência)

•  Promuse: (67) 99180-0542 (WhatsApp e ligações)

Se você ou alguém que você conhece precisa de ajuda, não hesite em procurar.

MS Na Tela

De radialista consagrado a prefeito, impeachment e prisão: a trajetória de Alcides Bernal

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13/07/26

 Alcides Bernal morreu na madrugada desta segunda-feira (13), aos 60 anos, na Santa Casa de Campo Grande, onde estava internado sob escolta policial após passar mal enquanto cumpria prisão preventiva no Presídio Militar Estadual. A morte encerra uma das trajetórias mais marcantes e controversas da política de Mato Grosso do Sul. 

Foto: Clara Farias


Quem foi Alcides Bernal

Natural de Corumbá, Bernal era advogado, mas ganhou notoriedade como radialista. Durante anos, comandou programas de rádio voltados à prestação de serviços e denúncias, conquistando grande popularidade em Campo Grande com um estilo direto e de forte apelo popular. Essa visibilidade foi a base para sua entrada na política. 

Foto: Midiamax


A ascensão à política

Impulsionado pelo reconhecimento conquistado nos microfones, foi eleito vereador por dois mandatos e, posteriormente, deputado estadual. Em 2012, protagonizou uma das maiores surpresas da política sul-mato-grossense ao vencer a eleição para prefeito de Campo Grande, encerrando um longo ciclo de domínio do grupo político que administrava a Capital. 

Foto: Arquivo/Hélder Rafael/g1 MS


O impeachment e a volta ao cargo

A gestão foi marcada por constantes conflitos com a Câmara Municipal. Em março de 2014, Bernal tornou-se o primeiro prefeito da história de Campo Grande a perder o mandato por impeachment, acusado de irregularidades administrativas.

Foto: ALMS


A disputa, porém, continuou nos tribunais. Após uma série de decisões judiciais, ele foi reconduzido ao cargo em agosto de 2015 e permaneceu na Prefeitura até o fim do mandato, em dezembro de 2016. 

O afastamento da vida política

Após deixar a Prefeitura, Bernal disputou novas eleições, mas não conseguiu recuperar o protagonismo político que havia alcançado no início da década passada. Aos poucos, passou a aparecer com menos frequência no cenário político estadual.

O processo por homicídio

Em março de 2026, seu nome voltou ao centro das manchetes após a morte do auditor fiscal aposentado Roberto Carlos Mazzini.

Segundo a investigação, Mazzini havia adquirido, em leilão judicial, um imóvel que pertencia a Bernal e foi ao local para tomar posse da residência quando foi atingido por disparos de arma de fogo. Bernal apresentou-se à polícia logo após o ocorrido, foi preso em flagrante e posteriormente tornou-se réu pelo homicídio, com a Justiça determinando que o caso fosse submetido a júri popular. A defesa sustentava que ele agiu em legítima defesa. 

Os últimos dias

No início de julho, Bernal sofreu um infarto enquanto estava no Presídio Militar e foi levado à Santa Casa, onde passou por cateterismo e outros procedimentos cardíacos.

Após receber alta, retornou ao presídio, mas voltou a passar mal dois dias depois, sendo novamente encaminhado ao hospital. Internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), passou por uma nova cirurgia, mas não resistiu às complicações cardíacas e morreu na madrugada desta segunda-feira (13). 

Um legado de altos e baixos

Da popularidade conquistada no rádio à vitória histórica nas urnas, passando pelo impeachment, pela volta ao comando da Prefeitura e pelo processo criminal que marcou seus últimos meses de vida, Alcides Bernal deixa uma trajetória repleta de episódios que influenciaram a história política de Campo Grande.

Sua carreira foi marcada por conquistas expressivas, intensos embates políticos e controvérsias que fizeram dele uma das figuras públicas mais conhecidas e debatidas de Mato Grosso do Sul nas últimas décadas.


Ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal morre aos 60 anos

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 Morreu nesta segunda-feira (13) o ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, aos 60 anos. A informação foi confirmada após um período em que o ex-político enfrentava problemas de saúde enquanto permanecia preso preventivamente por responder ao processo relacionado ao homicídio do auditor fiscal aposentado Roberto Carlos Mazzini, ocorrido em março deste ano. 

Foto: Reprodução/Redes Sociais


Natural de Corumbá, Bernal construiu sua carreira como radialista, advogado e político. Foi vereador por dois mandatos, deputado estadual e, em 2012, foi eleito prefeito de Campo Grande ao derrotar Edson Giroto no segundo turno, encerrando um longo ciclo de administrações do então PMDB na Capital. 

Sua passagem pela Prefeitura foi marcada por intensas disputas políticas. Em 2014, teve o mandato cassado pela Câmara Municipal, tornando-se o primeiro prefeito da história de Campo Grande a perder o cargo por impeachment. No entanto, após uma série de decisões judiciais, retornou ao comando do Executivo em 2015, permanecendo até o fim do mandato, em dezembro de 2016. 

Nos últimos meses, Bernal voltou ao centro das atenções após ser preso em razão da morte de Roberto Carlos Mazzini, que havia arrematado em leilão um imóvel onde o ex-prefeito residia. O caso teve grande repercussão estadual e seguia em tramitação na Justiça. 

A morte de Alcides Bernal encerra um dos capítulos mais marcantes da política sul-mato-grossense nas últimas décadas. Admirado por apoiadores e alvo de críticas de adversários, ele protagonizou episódios que influenciaram diretamente a história política de Campo Grande.

Até a publicação desta matéria, não haviam sido divulgadas informações oficiais sobre o velório e o sepultamento. 


Michel Teló e o Fenômeno “Ai Se Eu Te Pego”: O Hit que Reabriu as Portas do Mundo para a Música Brasileira

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20/06/26

​

Foto: Globo

Em um vídeo recente gravado por Mari Menezes durante a cobertura da Copa do Mundo nos EUA, a influencer brasileira questiona estrangeiros sobre músicas do Brasil que eles conhecem. Um equatoriano, sem hesitar, começa a cantar animadamente: “Nossa, nossa, assim você me mata… Ai, se eu te pego!”.

Fotos: Reprodução/Internet

O momento viral ilustra perfeitamente o legado duradouro de Michel Teló, cantor sul-mato-grossense que, com uma canção sertaneja aparentemente simples, conquistou o planeta em 2011-2012 e marcou gerações. Anos depois, o refrão ainda ressoa em qualquer canto do mundo, de estádios de futebol a festas em Bogotá ou Berlim. 

Clique aqui e assista ao vídeo


Das Raízes Sertanejas ao Estrelato Global

Michel Teló nasceu em 1981 em Três Lagoas, Mato Grosso do Sul. Antes de explodir solo, ele já era um nome consolidado no sertanejo universitário como vocalista do Grupo Tradição (1997-2008), com hits como “Barquinho” e “Pra Sempre Minha Vida”. Em 2009, partiu para carreira solo com o álbum Balada Sertaneja, que rendeu ouro e o single “Ei, Psiu! Beijo Me Liga”. Seu segundo trabalho ao vivo, Michel na Balada (2011), seria o trampolim definitivo. 




“Ai Se Eu Te Pego” não era original dele. Composta em 2008 por Sharon Acioly e Antônio Dyggs, já havia versões regionais (como de Alexandre Peixe e da banda de forró Sacode) conhecidas no Nordeste. Teló a gravou ao vivo, transformando-a em um hino dançante com batidas acessíveis, letra leve e refrão viciante: “Nossa, nossa / Assim você me mata / Ai, se eu te pego / Ai, ai, se eu te pego”. Lançada em 25 de julho de 2011, explodiu no Brasil, liderando charts nacionais e acumulando bilhões de views no YouTube — recorde para música brasileira na época. 




O estopim internacional veio de um vídeo viral de Neymar Jr. (então com cerca de 20 anos) dançando a música no vestiário, que inspirou outros jogadores. Cristiano Ronaldo, Marcelo e diversos craques repetiram a coreografia em campo, transformando-a em meme global. Isso impulsionou vendas digitais em todos os continentes. Teló gravou versões em espanhol e inglês (“If I Catch You”), esta última com dezenas de milhões de views. 

Números Impressionantes e Alcance Mundial

•  Charts: Nº 1 em mais de 20-23 países na Europa e América Latina (incluindo Espanha, Alemanha, Itália, França, Holanda, Argentina, Colômbia etc.). Nos EUA, liderou Billboard Hot Latin Songs e Latin Pop Airplay, alcançando #81 na Hot 100 — oitavo artista brasileiro a entrar na lista. 

•  Vendas: 6º single mais vendido de 2012 globalmente (mais de 7,2 milhões de cópias digitais só naquele ano). Maior download na Alemanha desde 2006; platina múltipla em vários países europeus. 

•  YouTube: Vídeo oficial ultrapassou 1 bilhão de views; paródias (incluindo com SpongeBob, quartetos de cordas e versões infantis) somaram dezenas de milhões. 

•  Prêmios e Reconhecimento: Indicação ao Latin Grammy de Melhor Álbum Sertanejo (Michel na Balada). Teló fez turnês europeias, shows nos EUA e colaborações posteriores (ex.: com Prince Royce). 




O sucesso ocorreu em uma época em que a música brasileira estava “esquecida” no mainstream global pós-bossa nova e samba dos anos 1950-60. Teló, com sertanejo universitário moderno e acessível, provou que gêneros locais podiam transcender barreiras linguísticas pela catchiness e energia dançante.

Precursores: Carmen Miranda e a Pioneira da “Brazilian Bombshell”

Michel Teló não foi o primeiro. Carmen Miranda (1909-1955), portuguesa de nascimento mas brasileira de criação, foi a pioneira absoluta. Nos anos 1930-40, ela popularizou o samba nos EUA via rádio, teatro e Hollywood, com turbantes de frutas, figurinos exuberantes e hits como “Tico-Tico no Fubá” e “South American Way”. Parte da política de Boa Vizinhança de Roosevelt, ela quebrou barreiras, levando a cultura brasileira (e estereótipos latinos) para o mundo, influenciando gerações e definindo a imagem de música sul-americana nos EUA por décadas. 

Miranda enfrentou críticas no Brasil por “americanização”, mas seu legado é inegável: popularizou o samba globalmente e abriu caminhos para artistas latinos. Teló, em contexto diferente (era digital, futebol e globalização), ecoou esse impacto, mas com um gênero mais contemporâneo.

Sucessores: Funk, Anitta e a Nova Onda Brasileira

Após Teló, o funk brasileiro (especialmente carioca) assumiu o protagonismo. Artistas como MCs dos bailes e, principalmente, Anitta elevaram o patamar. Anitta, de favelas do Rio, explodiu com hits como “Show das Poderosas” e construiu carreira internacional estratégica: colaborações com Cardi B, Maluma, J Balvin, Major Lazer etc. Seu “Envolver” (2022) foi #1 no Spotify Global (primeira brasileira e primeira latina solo a conseguir), quebrou recordes Guinness e rendeu VMAs. Álbuns como Versions of Me e Funk Generation (2024) trouxeram funk para o mainstream global, misturando com pop, reggaeton e trap. 

Outros funkeiros como Ludmilla também ganham tração internacional. Teló “reabriu as portas” no início dos anos 2010, mostrando viabilidade comercial além de nichos; Anitta e o funk as escancararam com streaming, TikTok e colaborações multilingues. Hoje, a música brasileira influencia charts globais como nunca, com sertanejo, funk, MPB e mais.

Legado Cultural e Por Que Ainda Surpreende

“Ai Se Eu Te Pego” não foi só um hit: foi um fenômeno cultural que uniu futebol, dança, internet e música regional. Em uma era pré-TikTok dominante, viralizou organicamente via YouTube e estádios. Teló continuou carreira sólida no Brasil (álbuns ao vivo, projetos como Bem Sertanejo), mas o hit definiu uma era. Ele mesmo pode se surpreender com relatos de colombianos cantando em 2026 ou com o status de “clássico instantâneo”. 

Fontes como Wikipedia, Billboard, Songfacts e relatos jornalísticos confirmam os números e o contexto. O feito de Teló destaca a resiliência da cultura brasileira: de Carmen Miranda a Anitta, passando pelo sertanejo dançante, o Brasil nunca para de exportar alegria e ritmo. “Nossa, nossa” — o mundo ainda canta junto.

Alerta falso da Defesa Civil com mensagem assustadora é enviado para celulares no Mato Grosso do Sul

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19/06/26

​Por volta das 00h23 (horário de Mato Grosso do Sul), dezenas de moradores de Campo Grande, Sidrolândia, Maracaju e outras cidades do estado relataram o recebimento de um alerta extremo nos celulares via sistema Defesa Civil Alerta. O aviso, que emite um som alto de sirene mesmo em modo silencioso e aparece sobreposto na tela, gerou pânico e confusão entre quem foi acordado no meio da madrugada. 

Foto: Reprodução/Band


A mensagem exibida era algo como:

“Alerta de emergência: extremo / Defesa Civil: misantropi4” (ou variações com “misantropia”).

“Misantropia” é um termo que significa aversão, ódio ou desconfiança profunda em relação à humanidade – um conteúdo totalmente fora do padrão dos alertas oficiais da Defesa Civil, que normalmente tratam de riscos como chuvas intensas, enchentes, deslizamentos ou outras emergências reais. 

O que se sabe até agora

•  O mesmo alerta extremo começou a ser reportado primeiro em Curitiba (PR) e Região Metropolitana na noite de ontem, e se espalhou rapidamente para outras regiões do país, incluindo Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Distrito Federal. 

•  A Defesa Civil do Paraná já negou ter emitido o alerta e informou que acionou a Defesa Civil Nacional e a Anatel para investigar a origem. Não há nenhum evento de risco real (temporal, enchente etc.) que justificasse o disparo. 

•  Até o momento, não há confirmação oficial de que o sistema tenha sido hackeado, mas a hipótese de falha técnica, teste irregular ou acesso não autorizado está sendo apurada.

O caso já virou assunto nas redes sociais, com centenas de posts no X (Twitter) e Instagram de moradores de vários estados compartilhando o susto, memes e questionamentos. Muitos relataram ter acordado assustados, achando que se tratava de uma emergência grave. 

A recomendação das autoridades é: fique tranquilo. Não se trata de um alerta real de perigo. Evite compartilhar informações sem confirmação oficial e acompanhe os canais da Defesa Civil e da Anatel para atualizações.

A MS Na Tela segue acompanhando o caso e trará mais informações assim que houver posicionamento oficial das autoridades estaduais e federais.

Éderson leva Mato Grosso do Sul e a força do povo Terena para a Seleção Brasileira

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08/06/26

 A convocação de Éderson para a Seleção Brasileira vai muito além do futebol. Para Mato Grosso do Sul, ela representa um momento histórico: depois de 32 anos, um atleta nascido no Estado volta a integrar o elenco brasileiro em uma Copa do Mundo. Mas a história do volante da Atalanta, da Itália, carrega um significado ainda maior — suas raízes indígenas do povo Terena.  

Foto: A Princesinha News


Natural de Campo Grande, Éderson dos Santos nasceu longe dos grandes centros do futebol brasileiro. Antes de conquistar a Europa e vestir a camisa amarela, ele deu os primeiros passos em escolinhas da capital sul-mato-grossense, especialmente no Instituto Bola de Ouro, onde treinou durante a infância.  


Sangue Terena nas veias


O que muitos brasileiros ainda estão descobrindo é que Éderson possui origem indígena Terena, um dos povos mais importantes de Mato Grosso do Sul.

Foto: Arquivo Pessoal



Sua família tem ligação direta com a Aldeia Bananal, localizada na região de Taunay, em Aquidauana. A avó do jogador pertence à comunidade indígena e, mesmo após alcançar fama internacional, o volante nunca rompeu os laços com suas origens.  


Em visitas recentes às aldeias da região, Éderson reencontrou familiares, participou de momentos tradicionais e recebeu homenagens da comunidade. Um dos episódios mais marcantes ocorreu quando sua avó, conhecida entre os Terena como Árunoe, realizou uma bênção tradicional indígena durante sua visita à Terra Indígena Taunay-Ipegue.  


Da periferia de Campo Grande para a elite da Europa


A trajetória do sul-mato-grossense foi construída passo a passo.


Foto: REUTERS/Manon Cruz



Após passar pelo Desportivo Brasil, ganhou destaque nacional no Cruzeiro. Posteriormente atuou por Corinthians e Fortaleza, até chamar atenção do futebol europeu. Em 2022 foi contratado pela Atalanta, onde se consolidou como um dos melhores meio-campistas do Campeonato Italiano e conquistou a Europa League.  


Suas atuações consistentes fizeram com que o técnico Carlo Ancelotti o mantivesse no radar da Seleção Brasileira. A oportunidade definitiva veio após uma alteração no grupo convocado para a Copa do Mundo de 2026.  


Orgulho para Mato Grosso do Sul


A convocação possui um peso simbólico enorme para o Estado.


Foto: Reprodução/ Redes Sociais



Durante décadas, Mato Grosso do Sul produziu atletas talentosos, mas poucos chegaram ao principal palco do futebol mundial. Antes de Éderson, o nome mais lembrado era o de Müller, também nascido em Campo Grande, mas ainda antes da divisão do antigo Mato Grosso.  


Agora, pela primeira vez, um jogador nascido no Mato Grosso do Sul moderno chega ao Mundial carregando não apenas a bandeira do Estado, mas também a representatividade dos povos indígenas sul-mato-grossenses.  


Muito além da convocação


Num país onde os povos indígenas frequentemente aparecem nas manchetes apenas em meio a conflitos e disputas territoriais, a presença de Éderson na Seleção Brasileira oferece outra narrativa: a de um jovem indígena que saiu do interior do Centro-Oeste, alcançou o futebol europeu e chegou à principal vitrine esportiva do planeta.


Quando entrar em campo vestindo a camisa da Seleção, Éderson não representará apenas o Brasil. Representará também Campo Grande, Aquidauana, as aldeias Terena e milhares de jovens sul-mato-grossenses que sonham em vencer sem esquecer de onde vieram.  

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