Sidrolândia (MS) – Com a chegada prevista do Imposto Seletivo, conhecido popularmente como “imposto do pecado”, para 2027, empresários do comércio varejista de Sidrolândia já começam a se preparar para possíveis reajustes de preços em produtos vendidos nas lojas de conveniência. O alerta vem de comerciantes locais que temem impacto direto no bolso do consumidor e na margem de lucro dos pequenos negócios.
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| Foto: Reprodução |
O Imposto Seletivo faz parte da reforma tributária e vai incidir sobre itens considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, como bebidas alcoólicas, cigarros e outros produtos fumígenos, refrigerantes e bebidas açucaradas. A ideia do governo é desestimular o consumo desses produtos por meio de uma tributação mais pesada.
Segundo especialistas e representantes do setor, mesmo que o imposto seja cobrado na indústria, o custo adicional tende a ser repassado para o varejo e, consequentemente, para o consumidor final. Em lojas de conveniência, onde cerveja, refrigerante, cigarros e energéticos representam boa parte do faturamento, o impacto pode ser sentido com mais intensidade.
Preocupação no comércio local
Empresários do município apontam que o aumento de preços pode reduzir o volume de vendas, especialmente em produtos de alto giro. Muitos já trabalham com margens apertadas e temem que o repasse dos custos dificultem a competitividade, principalmente diante da concorrência com redes maiores e do mercado informal.
“O consumidor de Sidrolândia e região é sensível a preço. Se a cerveja e o refrigerante subirem de forma significativa, a tendência é que as pessoas comprem menos ou busquem alternativas. Isso afeta diretamente o caixa das conveniências”, avalia um empresário do setor, que preferiu não se identificar.
Além do impacto nos preços, há preocupação com a complexidade da nova tributação. A reforma ainda depende de regulamentação das alíquotas do Imposto Seletivo. O governo federal tem sinalizado a intenção de manter, em 2027, uma carga tributária semelhante à atual durante a transição, deixando a discussão de aumentos mais significativos para 2028. Ainda assim, a incerteza gera apreensão entre os comerciantes.
O que muda na prática
• Produtos afetados: cervejas, destilados, vinhos, refrigerantes, energéticos, cigarros e derivados do tabaco.
• Como funciona: o imposto será cobrado principalmente na indústria. O varejo não recolhe diretamente, mas recebe o produto com o custo já embutido.
• Cronograma: previsão de início em 1º de janeiro de 2027, junto com a entrada plena da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços).
Especialistas do varejo orientam os lojistas a acompanharem de perto as negociações com fornecedores, revisarem o mix de produtos e se prepararem para eventuais mudanças de preço. Alguns já estudam ampliar a oferta de itens com menor carga tributária ou produtos sem açúcar e sem álcool, que devem ficar relativamente mais competitivos.
A expectativa é que, nos próximos meses, a regulamentação do Imposto Seletivo avance no Congresso, trazendo mais clareza sobre as alíquotas e o real impacto no bolso do consumidor e no dia a dia das conveniências de Sidrolândia e de todo o país.
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