Mato Grosso do Sul registrou sete casos confirmados de hantavírus nos últimos 11 anos, segundo dados divulgados pelas autoridades de saúde. A doença, considerada rara e de alta gravidade, continua sendo motivo de atenção principalmente em regiões rurais e áreas com presença de roedores silvestres.
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| Foto: Reprodução/Freepik |
A hantavirose é transmitida através do contato com secreções de ratos contaminados, como urina, fezes e saliva. A principal forma de infecção ocorre pela inalação de partículas presentes no ar após movimentação em ambientes fechados ou locais contaminados.
Conforme o levantamento, além dos casos confirmados ao longo da última década, Mato Grosso do Sul também registrou mortes relacionadas à doença.
Os sintomas iniciais costumam ser semelhantes aos de outras infecções virais, incluindo febre, dores no corpo, mal-estar, dor de cabeça e cansaço intenso. Em quadros mais graves, a doença pode evoluir rapidamente para comprometimento respiratório severo.
As autoridades de saúde alertam que o risco de contaminação aumenta principalmente em galpões, depósitos, sítios, fazendas e imóveis fechados por longos períodos, locais que podem servir de abrigo para roedores.
Entre as recomendações estão evitar varrer locais fechados antes da limpeza úmida, utilizar equipamentos de proteção e impedir o acúmulo de lixo ou restos de alimentos que possam atrair ratos.
O hantavírus não é transmitido pelo simples contato casual entre pessoas na maioria dos casos registrados no Brasil. A principal preocupação continua sendo a exposição ambiental em áreas contaminadas.
A Secretaria de Saúde reforça a importância da procura imediata por atendimento médico diante de sintomas associados à doença, especialmente após contato com ambientes de risco.
Apesar do número reduzido de confirmações em Mato Grosso do Sul, especialistas destacam que a hantavirose possui alta taxa de letalidade e exige diagnóstico rápido para aumentar as chances de tratamento adequado.
