A mobilização de movimentos sociais pela reforma agrária ganhou novos capítulos em Campo Grande. Integrantes de sete organizações decidiram permanecer dentro da sede regional do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), onde montaram tendas e passaram a noite em protesto.
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| (Madu Livramento/Jornal Midiamax) |
O grupo afirma que perdeu a confiança nas negociações conduzidas em Mato Grosso do Sul e agora cobra uma resposta diretamente de Brasília. Entre as principais exigências estão reuniões com o ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, e com o presidente nacional do Incra, César Aldrighi.
A manifestação reúne centenas de pessoas e pressiona por mais rapidez nos processos ligados à reforma agrária no Estado. Os movimentos alegam que diversas demandas seguem travadas, mesmo após reuniões e entrega oficial de pautas às autoridades locais.
De acordo com Laura Santos, coordenadora nacional do MST em Mato Grosso do Sul, os manifestantes querem respostas concretas sobre vistoria de áreas, obtenção de terras, crédito fundiário e desenvolvimento dos assentamentos. Segundo ela, existem processos considerados avançados em municípios como Ribas do Rio Pardo, Dourados, Sidrolândia e Dois Irmãos do Buriti, mas sem definição prática até agora.
Os integrantes do movimento afirmam ainda que há famílias aguardando assentamento há quase duas décadas. A cobrança também envolve investimentos em cooperativas, infraestrutura e fortalecimento da agricultura familiar nos assentamentos rurais.
A ocupação começou após uma grande mobilização realizada na Capital, que reuniu cerca de 400 pessoas em frente ao Incra. Entre os grupos envolvidos estão MST, UGT, Fafer-MS, Fetar-MS, CTB, MCLRA e MSTB.
Mesmo após reuniões com representantes estaduais do órgão, os manifestantes decidiram manter a mobilização até que haja posicionamento do governo federal.
