Novo bloqueio automático de contas amplia pressão sobre devedores no Brasil

 O avanço dos sistemas eletrônicos utilizados pelo Judiciário brasileiro tem tornado os bloqueios judiciais de contas bancárias cada vez mais rápidos e eficientes, aumentando o alerta para pessoas que possuem dívidas em fase de cobrança judicial.


Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O mecanismo utilizado atualmente permite que a Justiça localize valores disponíveis em instituições financeiras e realize o bloqueio automático de recursos após autorização judicial.


A ferramenta mais utilizada nesse tipo de procedimento é o SisbaJud, sistema que substituiu o antigo BacenJud e ampliou a capacidade de comunicação direta entre o Poder Judiciário e os bancos.


Na prática, o modelo atual permite buscas contínuas por saldo em contas bancárias, aplicações financeiras e outros ativos vinculados ao CPF ou CNPJ do devedor. Com isso, o bloqueio pode ocorrer de maneira quase imediata após a identificação de valores disponíveis.


Especialistas explicam que o sistema passou a operar de forma mais dinâmica, inclusive com possibilidade de “teimosinha”, modalidade em que as buscas por dinheiro permanecem sendo realizadas por vários dias consecutivos até encontrar saldo disponível.


O bloqueio judicial costuma ser aplicado em ações de cobrança, execuções fiscais, dívidas bancárias, processos trabalhistas e outras situações envolvendo inadimplência reconhecida judicialmente.


Apesar da ampliação da eficiência do sistema, existem valores considerados impenhoráveis pela legislação brasileira, como parte de salários, aposentadorias, pensões e benefícios sociais, salvo exceções determinadas pela Justiça. 


Advogados alertam que pessoas com processos em andamento devem acompanhar regularmente suas ações judiciais e manter atenção sobre possíveis decisões de bloqueio financeiro.


Em muitos casos, o bloqueio só é percebido pelo titular da conta quando ocorre limitação de movimentação bancária ou indisponibilidade parcial do saldo.


O SisbaJud também permite maior integração entre tribunais e instituições financeiras, reduzindo o tempo de resposta das ordens judiciais e aumentando a efetividade das cobranças determinadas pela Justiça.


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