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Milho impulsiona economia de Sidrolândia e mais que dobra o faturamento em sete anos

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 Sidrolândia vive um momento de forte valorização do milho. Em apenas sete anos, o faturamento gerado pela cultura mais que dobrou: saltou de R$ 1,326 bilhão em 2018 para R$ 2,772 bilhões em 2025. O crescimento de 109% representa um adicional de aproximadamente R$ 1,45 bilhão injetados na economia local.

Foto:Capital News


Esse desempenho não veio só do aumento da área plantada. A instalação da Inpasa no município criou um mercado consumidor fixo e próximo, capaz de absorver cerca de metade de tudo o que é colhido. Em 2025, a produção total chegou a 988.028 toneladas. Deste volume, cerca de 494 mil toneladas foram destinadas diretamente à indústria.

Números que contam a história

A trajetória do faturamento mostra altos e baixos, mas com tendência de fortalecimento. Em 2018, o milho respondia por 27,55% do valor bruto da safra. Já em 2020 a participação havia subido para 41,54%, com R$ 1,927 bilhão. Os anos de 2021 a 2023 marcaram o auge, com valores acima de R$ 3 bilhões. Após uma retração em 2024 (R$ 1,832 bilhão), a cultura recuperou fôlego e fechou 2025 com R$ 2,772 bilhões.

No campo, o volume produzido cresceu ainda mais rápido: 170% no mesmo período. De 365.520 toneladas em 2018, Sidrolândia chegou a 988.028 toneladas em 2025. O recorde absoluto foi registrado em 2022, com 1.226.025 toneladas colhidas.

Indústria local muda o jogo

A presença da Inpasa alterou a lógica de comercialização do milho na região. Em vez de depender quase exclusivamente de exportações ou de compradores distantes, os produtores passaram a ter uma indústria instalada no próprio município. O grão é transformado em etanol, DDG (usado na ração de bovinos, aves e suínos), óleo de milho e CO₂ industrial.

Essa industrialização agrega valor dentro de Mato Grosso do Sul e reduz a dependência de mercados externos. O resultado é uma cadeia mais curta e mais resiliente.

Contexto estadual

O movimento em Sidrolândia acompanha a rápida expansão do etanol de milho no Estado. Em pouco mais de quatro safras, Mato Grosso do Sul passou de nenhuma usina em operação para três plantas funcionando e uma quarta em fase de implantação. Na safra 2024/2025, o Estado produziu 13,9 milhões de toneladas de milho em mais de 2 milhões de hectares. Cerca de 2 milhões de toneladas ainda foram exportadas, mas a demanda interna das usinas já se consolidou como uma alternativa importante.

Com produção em alta, indústria comprando no local e uma nova cadeia de valor se formando, o milho deixou de ser apenas uma cultura de exportação em Sidrolândia. Virou um dos pilares da economia municipal.

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