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TJ libera gerente da clínica interditada em Glória de Dourados

Notícias de Sidrolândia

 Marcos Pereira de Matos, de 48 anos, gerente da Clínica Vila Bethânia Centro Terapêutico, conseguiu habeas corpus na 2ª Câmara Criminal do TJMS. Ele estava preso havia 35 dias, desde a Operação Cura Terapêutica, em Glória de Dourados, a 282 quilômetros de Campo Grande. 

Foto: Reprodução processual 


A decisão saiu no fim da tarde desta terça (22). Ele pode deixar a prisão, mas fica com quatro obrigações enquanto o processo segue. Marcos precisa comparecer de tempos em tempos à Justiça e informar o que está fazendo.

 Não pode ir a lugares definidos pelo juízo nem falar com pessoa indicada no processo. Também não pode sair da comarca sem autorização.

 O documento avisa que, se ele descumprir essas condições, a liberdade pode ser revista. A assinatura é do desembargador José Ale Ahmad Netto. A mudança vale pro gerente.

 Não muda a situação de Fábio Garcia do Amaral, dono da clínica, que continua preso. Em 27 de agosto, o mesmo magistrado já tinha negado um pedido pra soltá-lo antes do julgamento do habeas corpus e preferiu esperar novas informações da investigação. 

A defesa agora quer pedir que o TJMS estenda a mesma decisão ao empresário. Fontes ouvidas na apuração disseram que o benefício da 2ª Câmara Criminal pode ser analisado depois pra ele também. O caso começou em 18 de agosto. Marcos e Fábio foram presos numa operação que apurava o funcionamento da Vila Bethânia, na zona rural de Glória de Dourados. Um paciente de 22 anos contou que estava no local contra a própria vontade e que não podia sair. 

As equipes também acharam medicamentos de controle especial. Foi nesse contexto que os dois responsáveis pela unidade foram presos. Dois dias depois, a Justiça manteve os dois presos durante a investigação. A Vila Bethânia foi interditada. 

A apuração passou a juntar papéis sobre internações, o funcionamento da unidade e a administração de outras clínicas do mesmo grupo. Nas semanas seguintes, a investigação apontou que estabelecimentos apresentados como empresas diferentes dividiam funcionários, administração e estrutura. 

Esses locais apareciam separados em processos de internação pagos pelo poder público, mesmo com ligação entre os responsáveis. O levantamento achou ao menos R$ 1 milhão em recursos destinados a internações entre 2023 e 2025. Redação/MS Na Tela

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