A Defurv, Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos, desarticulou nesta terça (22) um esquema de receptação, desmanche e venda de peças de moto roubada e furtada em Campo Grande.
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| Foto: Chris Velasco |
Três pessoas foram presas no cumprimento de três mandados de busca e apreensão. O delegado titular, Francis Flávio Tadano Araújo Freire, disse que a investigação começou no início do ano, quando a polícia apontou um possível destino pras motos levadas na Capital. As diligências chegaram a um empresário que, segundo a apuração, comprava os veículos de origem ilícita, desmontava e revendia as peças. Num imóvel ligado a ele, na região da Avenida Calógeras, a polícia achou um desmanche clandestino. Uma passagem secreta ligava a casa do investigado a um imóvel vizinho, onde as motos eram desmontadas. No local e no comércio foram encontradas cerca de cem peças, além de motores e outros componentes. Parte desse material já foi ligada a motos com registro de furto e roubo na Capital. Também apareceram peças com sinal de adulteração, componentes recortados e motores com numeração alterada. A conta ainda não fechou. O delegado afirmou que motores e peças apreendidos podem chegar a centenas. O empresário e um funcionário já tinham sido presos antes pela mesma especializada, por receptação e adulteração de sinal identificador de veículo. Estavam soltos e, conforme a nova apuração, teriam voltado ao esquema. Os dois entravam em etapas diferentes, da recepção das motos ao desmanche e à venda das peças. A esposa do empresário também foi presa. Os três foram autuados em flagrante por receptação qualificada e adulteração de sinal identificador de veículo. Com o empresário, a polícia ainda achou uma pistola que, segundo o delegado, estava em situação ilegal. Entre o que foi apreendido há peças ligadas a roubos e furtos registrados há anos. Agora a polícia identifica os componentes e cruza os dados pra achar a origem de tudo. A investigação indica que o esquema funcionava havia pelo menos dois anos. A expectativa é que os vestígios ajudem a apontar outras motos e possíveis crimes do grupo. A Defurv também apura pra onde vão os veículos roubados e furtados na Capital. Segundo o delegado, parte das motos e das peças fica no mercado interno e outra seguiria pra região de fronteira. O comércio investigado é apontado pela polícia como um dos principais pontos de venda de peças de motos furtadas e roubadas. Os três presos foram levados à delegacia e seguem à disposição da Justiça. Redação/MS Na Tela

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